eu a a marcia-cherry-blossom-girl-and-the-beat-goes-on perto da red light, num dos canais de amesterdam.
(especie de cronica sem acentos)
estou a gostar da cidade, das suas regras diferentes (pode se fumar erva, mas nao tabaco, podes levar caes para o tram - electrico - mas nao podes comer lah dentro, pagas multa se nao reciclas) das inumeras biclas, do mix de etnias, das pessoas indiferentes ao que realmente eh indiferente, ligadas em viver. tenho conhecido muita gente do mundo. estive num disco-bar, o odeon, e tive um momento que me apetecia estar sozinha. estive assim perto de cinco minutos, mas logo uma camaronesa (sera que eh assim que se diz?) residente na holanda me veio perguntar se estava sozinha. as pessoas de fora preocupam-se mais em receber melhor. a marcia eh a melhor guia do mundo e arredores e mostrou me uma amesterdam turistica, mas tambem a outra, a do dia-a-dia. daqui a nada vou fazer a tradicional volta de barco e ainda quero andar de bicla e perder me mais pelos canais da cidade.
e depois quero voltar a casa. there’s no place like home.
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darren aronofsky (pi, requiem for a dream) não filma muito, mas quando filma é grande. ontem vi o the fountain, um filme de 2006, mas para todo o sempre. o filme começa com uma citação da bíblia sobre a árvore do conhecimento e a árvore da vida, o génesis e o último capítulo. o the fountain é verdadeiramente deslumbrante, um orgasmo visual, um filme de uma beleza emocionante. o tempo divide-se e funde-se em 3 momentos distintos: passado, presente, futuro. o tempo das trevas e da inquisiçaõ e o da civilização maia, das suas fantásticas cosmogonias, o tempo presente e o futuro, um futuro espiritual, esotérico, estético. é uma história de amor, pois claro. é como diz o meu cohen: love is the only engine of survival.
filme nota dez na minha imdb - internet movie data base, tal como foi o requiem for a dream.
(aqui ao lado esquerdo encontram um link para os meus filmes e as respectivas votações, ou então por aqui que é mais perto. outro dia descobri que tenho gente que lá vai quando quer ver um bom filme e fiquei mesmo contente)
e estejam atentos porque está para breve o novo filme deste magistral realizador: the Wrestler.
subtil recomendação super, hiper, mega : SHORTBUS, o filme
deixo o trailler e o desejo que alguem veja o filme para poder falar sobre ele. quero reviews.
e a OST (é clicar para descarregar) que é muito boa também.
Arquivado em: Adoro adorar, Cinema, Coisas que eu disse, Música, Sugestões | Tags: across the universe
ver um filme musical é sempre um risco. há uns tempos vi o sweeney todd do genial tim burton mas foi o primeiro filme dele que não gostei e eu vi o planet of the apes. disse para mim: tão cedo não me arrisco a ver um musical.
nem sei explicar muito bem, mas se as personagens começam a cantar assim do nada, acho tudo tão ridículo que nem consigo entrar no filme. há, no entanto, filmes musicais que me deixaram arrebatada, como o genial all that jazz do não menos genial bob fosse, el otro lado de la cama , dancer in the dark ou o les parapluies de cherbourg e o ó pai ó, recomedado uns posts antes. e até este fim de semana tinha a minha lista-de-filmes-musicais-que-gostei assim: bem curtinha. mas depois vi o across de universe e a lista cresceu. 33 temas dos beatles que entram na história no momento certo, e a prova que há sempre uma canção dos beatles pronta a adaptar-se a um qualquer momento da vida de uma qualquer pessoa. não vou contar a história do filme – claro que é sobre o amor e uma das personagens chama-se lucy, outra jude - só digo que vale a pena, mesmo para gente, como eu, preconceituosa com filmes-musicais.
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o paco gosta do banksy e eu gosto do paco e do banksy. eu queria era um elefante assim na minha sala. o paco diz que não promete o elefante, mas vai ver o que se arranja. ontem o paco e o pedro jantaram lá e estivemos em tempestade cerebral. vai ser mesmo giro colocar as ideias na realidade. arte-terrorismo. adoro.
Arquivado em: Coisas que eu não disse mas gostava de ter dito, Coisas que me fazem duvidar da minha sanidade mental, Notícias, e agora algo completamente diferente | Tags: mcCain, obama, paris hilton
nós, loiras oxigenadas somos hot, mas não só. categoria, paris!
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já só penso nisto.
não revelo o nome, mas é como a palavra mãe: com três letrinhas apenas. o meu paraíso-quase-privado. o meu restart favorito.
Arquivado em: Adoro adorar, Música, Sugestões | Tags: a naifa, maria rodrigues teixeira, uma inocente inclinação para o mal
a gorda do café
muito antiga e perfumada
passe bem minha senhora
que eu não me importo nada
uma rima obsessiva
indecente nas suas maneiras
desligado o motor do carro
as criadas tornavam-se indisciplinadas
vivo do que me dão
nunca falto às aulas de esgrima
e todos os dias agradeço a deus
esta depressão que me anima
o rapaz da drogaria
amarelo e mal tratado
convidou-me a sair
encontrei-o no teatro
uma prosa enferrujada
inconviniente e desajeitada
não encontro vestido que me sirva
já não sirvo para nada
_m.r.t.
a naifa, quando chegou em 2004, com as canções subterrâneas, foi um refrescante bâlsamo para o panorama musical português. nesse ano tive a sorte de os ver no tertúlia castelense, na maia, um lugar íntimo, delicioso e mágico, o concerto foi memorável, a energia entre os três elementos que compõem o projecto era palpável e quem lá esteve sentiu que era o começo de algo grandioso. nessa altura eles ainda não eram o fenómenos que são hoje. quatro anos passaram e este ano editaram o seu terceiro trabalho de originais, sempre com as letras de autores portugueses vivos e bem vivos (os três minutos antes da maré encher é um título do meu valter querido). eu continuo a gostar da naifa, apesar de musicalmente já não me dizerem grande coisa. a naifa trouxe a electrónica ao fado ou o fado à electrónica, mais concretamente o trip hop – já antes tinham existido projectos de fusão de fado com electrónica. foi o rodrigo que disse que o trip hop estava morto, na altura não acreditei, mas agora acredito. morreu, pelo menos para mim. a naifa é como os portishead: são bons, mas façam o favor de me surpreender. este último trabalho da naifa ( em baixo podem clicar e descarregar) vale fundamentalmente pela descoberta de um talento da poesia portuguesa: a misteriosa maria rodrigues teixeira. eu continuo a acreditar na naifa. e acredito que me irão voltar a surpreender.
e este é o post número 100
do albúm: uma inocente inclinação para o mal [2008]
pass: oneil
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