Arquivado em: Adoro adorar, Citações, Coisas que eu disse, Coisas que eu não disse mas gostava de ter dito, Música | Tags: Chavela Vargas
e com não sou nada exagerada fica a primeira correcção: ainda me falta ver este mito.
chavela: és a mais bela, a mais intensa. a mais tudo e tudo e tudo e trocava te mil vezes pela madonna.
“Yo amo con el hígado, el corazón no tiene nada que ver con esto”
Chavela Vargas
Arquivado em: Adoro adorar, Fotografia, Música | Tags: pedro subtil, sierra rose casady
…receber a 27 e comprar já os bilhetes para o leonard cohen. depois dele fica a faltar o bowie e a madonna para ver todos os meus mitos.
e hoje o sol apareceu para iluminar as manas-mágicas bianca e a sierra.
sunshine, oh sunshine
if you don’t know why you shine
you’ve got to go into the sun
you’ve got to go inside
(no final de junho devo estar na penúria. aceito doações)
fotografia: Diane Arbus (1923-1971)
…porque não consigo estar calada muito tempo…
as pessoas que dizem que não posam para fotografias são as maiores mentirosas do mundo. “não posar” é, em si, o cúmulo da pose, é o tipo de coisas pretenciosas que a mim me revira a tripa. sempre que o fotografado sabe que o vai ser, está em pose. o conceito de retrato implica o conceito de pose. depois há os instantâneos, os cliques sem que se esteja a contar. mas a disponibilidade para ser fotografado implica pose, não me venham com tretas.
já aqui tinha dito que a fotografia que me emociona é a de pessoas ou de marcas de pessoas ( excepto a natureza virgem, cada vez mais rara de encontrar) tudo são marcas de pessoas. mas é preciso muito para que uma fotografia de um edifício ou paisagem me emocione. ultimamente tenho falado muito de fotografia, talvez porque grande parte dos meus amigos são fotógrafos e belos fotógrafos. todos eles já me fotografaram (desde que abandonei a fotografia passei a adorar ser fotografada) e euzinha, com o mesmo penteado, no mesmo dia, sou tão diferente vista por um e por outro.
mas adiante. isto porque vi o filme-que-não-é-um-biopic da diane arbus. porque gostei do filme e porque o filme aborda o ambiente que proporcionou o trabalho, e não o trabalho propriamente dito, fui descobrir as imagens da diane. adorei e adorei ter adorado. e emocionei-me: o desafio dos conceitos de belo, a entrega do fotógrafo ao “sujeito”, a poesia do olhar, o voyeur que respeita a intimidade, as pessoas-comuns-fora-do-comum, os que carregam a carga de nascerem diferentes e de viverem com a maior dignidade do mundo. confesso que este é o mundo que me interessa. os que estão à margem e, porém, (sobre)vivem, dignos e belos. como um retrato da diane.
“Para mim o sujeito de uma fotografia é sempre mais importante que a fotografia. E mais complicado…”
Diane Arbus
Arquivado em: Adoro adorar, Celebração, Fotografia, Música, Notícias, quase diário | Tags: aniversário, richard baxter
estou na recta final do semestre, mais o trabalho, filho, coração, amigos e cenas fazem prevêr tempos de pouca actividade blogueira. também não tenho nada de interessante para dizer. aproveito para comunicar que este ano decidi fazer anos em julho em data ainda a confirmar (provavelmente a 26) e consta do programa um pôr-do-sol animado por vários dj’s de serviço, muitos paparazzi, caipirinhas de frutos silvestres e morangoscas. aceitam-se tartes de mirtilo:D entretanto deixo uma imagem do richard baxter que eu adoro e que é também o autor do cabeçalho do alexandria (cropei uma imagem dele), o ziggy stardust (um clássico), um beijo no coração (para quem merece) e um xicoraçãoapertamor (para quem precisa)*
Arquivado em: Coisas que me fazem duvidar da minha sanidade mental
Arquivado em: Coisas que eu não disse mas gostava de ter dito, e agora algo completamente diferente | Tags: Funk do ai que susto
Arquivado em: Sugestões, Teatro | Tags: Imaginarius, Santa Maria da Feira, Festival de Teatro de Rua
é já esta quinta feira que arranca mais uma edição do festival de teatro de rua de santa maria da feira, o imaginarius. um happening imperdível e uma aposta ganha da câmara municipal de santa maria da feira – a prova que a cultura é capaz de mobilizar multidões. o programa é fabuloso e a energia que se gera nesses dias é magnífica. eu estou lá.
clicando aqui linka-se o programa da edição de 2008 (15 a 17 de maio)
a fotografia é de um espectáculo genial apresentado em 2006 por uma companhia da américa do sul (argentina, méxico…não me recordo) lembro me apenas que foi uma espectáculo digno de vários bravos.
imagem: paulgi
acho esta imagem um hino à fotografia, como eu sinto a fotografia. adoro todas as leituras, a forma como as pessoas entram no enquadramento. não gosto de fotografias de lugares, é muito raro encontrar beleza nelas, da mesma forma que é raro gostar de naturezas mortas na pintura. a fotografia faz-me gostar mais das pessoas, torna-as belas, dá-lhes um cheiro de imortalidade.
adoro as três mulheres que parecem aqueles três macaquinhos, cada uma igual e diferente da outra, o homem que tem a mulher ao lado e de quem só se vê os pés que parecem fazer parte dele, o nariz deste por cima do templo de santa luzia, a mãe com o filho nas ancas, a outra criança e finalmente o “visionário” da fotografia no topo. esta imagem é viana do castelo, muito mais que qualquer monumento representativo da cidade: o monte e a imitação do sacré coeur (sta luzia) em miniatura mesmo debaixo do nariz do homem, a pesca, a maternidade, o conservadorismo e os visionários. o passado, o presente e o futuro desta terra que eu finalmente escolhi depois de tanta espera e de tanta vontade de ser eu a escolhida.
é este tipo de fotografia: de enquadramentos, cores, dinâmicas e leituras, que me deixa arrebatada e foi fundamentalmente por este tipo de fotografia que deixei de fotografar, por me sentir incapaz de chegar perto desta excelência. vale a pena clicar aqui para ver a imagem maior.





