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Arquivado como: Coisas que eu não disse mas gostava de ter dito, e agora algo completamente diferente | Tags: Funk do ai que susto
Arquivado como: Sugestões, Teatro | Tags: Festival de Teatro de Rua, Imaginarius, Santa Maria da Feira
é já esta quinta feira que arranca mais uma edição do festival de teatro de rua de santa maria da feira, o imaginarius. um happening imperdível e uma aposta ganha da câmara municipal de santa maria da feira - a prova que a cultura é capaz de mobilizar multidões. o programa é fabuloso e a energia que se gera nesses dias é magnífica. eu estou lá.
clicando aqui linka-se o programa da edição de 2008 (15 a 17 de maio)
a fotografia é de um espectáculo genial apresentado em 2006 por uma companhia da américa do sul (argentina, méxico…não me recordo) lembro me apenas que foi uma espectáculo digno de vários bravos.
imagem: paulgi
acho esta imagem um hino à fotografia, como eu sinto a fotografia. adoro todas as leituras, a forma como as pessoas entram no enquadramento. não gosto de fotografias de lugares, é muito raro encontrar beleza nelas, da mesma forma que é raro gostar de naturezas mortas na pintura. a fotografia faz-me gostar mais das pessoas, torna-as belas, dá-lhes um cheiro de imortalidade.
adoro as três mulheres que parecem aqueles três macaquinhos, cada uma igual e diferente da outra, o homem que tem a mulher ao lado e de quem só se vê os pés que parecem fazer parte dele, o nariz deste por cima do templo de santa luzia, a mãe com o filho nas ancas, a outra criança e finalmente o “visionário” da fotografia no topo. esta imagem é viana do castelo, muito mais que qualquer monumento representativo da cidade: o monte e a imitação do sacré coeur (sta luzia) em miniatura mesmo debaixo do nariz do homem, a pesca, a maternidade, o conservadorismo e os visionários. o passado, o presente e o futuro desta terra que eu finalmente escolhi depois de tanta espera e de tanta vontade de ser eu a escolhida.
é este tipo de fotografia: de enquadramentos, cores, dinâmicas e leituras, que me deixa arrebatada e foi fundamentalmente por este tipo de fotografia que deixei de fotografar, por me sentir incapaz de chegar perto desta excelência. vale a pena clicar aqui para ver a imagem maior.
quanto mais leio sobre o assunto mais certa estou que este acordo já deveria estar assinado há mais tempo. a língua é um organismos vivo que precisa de regras e as regras adaptam-se aos tempos. estou cada vez mais convencida que este acordo será muito importante para nos aproximar dos restantes luso-falantes espalhados pelo mundo. porque estou cansada de ver gente a tecer comentários anti-acordo muitas vezes sem o mínimo de conhecimento do que se pretende aprovar, deixo um link para lerem, se esclarecerem e depois sim formarem opinião. ou não.
Acordo ortográfico (doc. em pdf)
deixo também outro link muito interessante ao qual recorro frequentemente (isto de escrever tem muito que se lhe diga)
Sábado 3 de Maio, Theatro Circo, Braga (último espectáculo, termina onde começou)
A partir de “Os Cantos de Maldoror”, a obra-prima literária que Isidore Ducasse, sob o pseudónimo de Conde de Lautréamont, deu à estampa nos finais do séc. XIX, os Mão Morta, com os dedos de alguns cúmplices, estruturaram um espectáculo singular onde a música brinca com o teatro, o vídeo e a declamação.
Aí se sucedem as vozes do herói Maldoror e do narrador Lautréamont, algumas imagens privilegiadas das muitas que povoam o livro, sem necessidade de um epílogo ou de uma linearidade narrativa, ao ritmo da fantasia infantil – o palco é o quarto de brinquedos, o espaço onde a criança brinca, onde cria e encarna personagens e histórias dando livre curso à imaginação.
Em similitude com a técnica narrativa presente nos Cantos, a criança mistura em si as vozes de autor, narrador e personagem, criando, interpretando e fazendo interpretar aos brinquedos/artefactos que manipula as visões e as histórias retiradas das páginas de Isidore Ducasse, dando-lhes tridimensionalidade e visibilidade plástica. O espectáculo é constituído pelo conjunto desses quadros/excertos, que se sucedem como canções mas encadeados uns nos outros, recorrendo à manipulação vídeo e à representação.
Como um mergulho no mundo terrível de Maldoror, povoado de caudas de peixe voadoras, de polvos alados, de homens com cabeça de pelicano, de cisnes carregando bigornas, de acoplamentos horrorosos, de naufrágios, de violações, de combates sem tréguas… Sai-se deste mundo por uma intervenção exterior, como quem acorda no meio de um pesadelo, como a criança que é chamada para o jantar a meio da brincadeira – sem epílogo, sem conclusão, sem continuação!
Texto Original: Isidore Ducasse dito Conde de Lautréamont;
Selecção, Versão Portuguesa e Adaptação: Adolfo Luxúria Canibal;
Música: Miguel Pedro, Vasco Vaz, António Rafael e Mão Morta;
Encenação: António Durães;
Cenografia: Pedro Tudela;
Figurinos: Cláudia Ribeiro;
Vídeo: Nuno Tudela;
Desenho de Luz: Manuel Antunes;
Interpretação: Mão Morta (Adolfo Luxúria Canibal – voz / Miguel Pedro – electrónica e bateria / António Rafael – teclados e guitarra / Sapo – guitarra / Vasco Vaz – guitarra e teclados / Joana Longobardi – baixo e contrabaixo);
Produção: Theatro Circo e Imetua – Cooperativa Cultural.
imagem: Isabel Lhano
…e eu mesmo ali coladinha à lhano*
(isabel baby tenho saudades)
beijinhos e bom fim de semana grande que é como deviam ser todos*
Arquivado como: Adoro adorar, Fotografia, Poesia | Tags: Eugénio de Andrade, maf*
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
palavras: eugénio de andrade
imagem: maf*
Arquivado como: Fotografia, Sugestões | Tags: Caxinas, Margarida Ribeiro, Muuda, Porto
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA
Inauguração a 19 de Abril
Muuda, Rua do Rosário, Porto
Caxinas é um lugar de Vila do Conde com uma história de vida muito particular.. É uma zona piscatória por tradição. Tem um dialecto próprio que se está a perder. Tem muita cor, apesar de muita gente se vestir de preto, pois não existe família caxineira que não tenha perdido alguém no mar.
Caxinas está a passar por uma grande mudança de costumes, as novas gerações já não querem ir para o mar.
Este trabalho faz parte de um processo que há pouco começou. Tem como finalidade documentar este lugar tão particular onde existe um enorme contraste do luto, com o colorido das casas e das pessoas.
*A palavra Caxinas encontra-se escrita de duas maneiras: Cachinas e Caxinas. Há quem sustente que Cachinas vem do latim “cachinare” que significa rir às gargalhadas. As pessoas acorriam aos regatos, que vinham ter ao mar, para lavarem as suas roupas. Ali falavam da vida alheia e sabiam as notícias, cada um trazia a novidade mais fresca. Tudo ali era escárnio e mal dizer. As mulheres riam às gargalhadas “cachinavam” uns dos outros ,daí o nome Caxinas.
Margarida Ribeiro
Arquivado como: Cinema, Fotografia, Música, Sugestões | Tags: Irène Jacob, Krzysztof Kieœlowski, La Double Vie de Veronique, Zbigniew Preisner
é curioso como a vida se auto-organiza por “temas” ou então sou eu que a organizo assim mas sem saber. ando numa fase operática, primeiro desmarca-se a madame butterfly, depois tenho a notícias das cocorosie e ontem vi este belo filme que tem a ópera como uma das bandas sonoras de fundo. la double vie de veronique (1991) é uma co-produção (polonia, frança, noruega) foi dirigido pelo polaco krzysztof kieœlowski (1941-1996) e conta com a interpretação absolutamente magnifica de irène jacob - diz-se que o realizador queria a insossa andie macdowell (!!!) ainda bem que ela não pode. a OST do zbigniew preisner é grandiosa, a fotografia deslumbrante, as marionetas de uma beleza rara…enfim, tudo bons motivos para não perder este premiado filme.
nota: o krzysztof kieœlowski é o mesmo da trilogia das cores (3 filmes que preciso ver mas que adio permanente mente porque quero ver os 3 seguidos na ordem recomendada pelo director…manias)
Arquivado como: Adoro adorar, Música, Notícias, Sugestões | Tags: braga, cocorosie, theatro circo
o reencontro em paris (2003) das manas sierra e bianca separadas praticamente à nascença foi dos momentos mais felizes da história da humanidade. descobri-as em 2004 quando saiu para o mundo o delicioso, genial, grandioso, ternurento “la maison de mon rêve”. colei. amei. viciei. voltei a ouvir mais milhentas vezes e cada vez que ouvia gostava ainda mais um bocado (como se fosse possível…) e apaixonei-me…
eis senão quando em 2007 sou presenteada com o grandioso the adventures of ghosthorse and stillborne (é clicar para descarregar) mais uma vez me rendi à genialidade das manas-mágicas. se tivesse existido zanga seria a reconciliação. numa fusão de várias sonoridades as angelicais e demoníacas manas trouxeram a ópera à indie pop. e que bem o fizeram.
agora que cancelaram a madame butterflye no porto nada como duas madames butterflyes new age para compensar a perda da original.
é no dia 27 de maio, em braga, no theatro circo, sem dúvida uma das salas mais mágicas de portugal para as receber.
estão abertas as inscrições para reserva de bilhetes.
ps1: há informação falsa na net que é a primeira visita das cocorosie a portugal. elas estiveram na reabertura do passos manuel, no porto, em 2005, se a memória não me falha.
ps2: atentem no que a mana da esquerda tem ao pescoço. demónios me consumam se não é uma algibeira de viana…
Arquivado como: Coisas que eu não disse mas gostava de ter dito, Ilustração | Tags: natacha costa pereira, print screens, sonhos
palavras e ilustração de
(a minha génia preferida)
fotografia do cesário alves e não. não é um díptico.
(a helena e o joaquim)
hoje começam as entregas para a universidade, o stress das avaliações, o medo de falhar, os prazos a cumprir e sempre sempre sempre a mesma a sensação que podia ter feito melhor. queria era dormir ou ver filmes bons que é quase a mesma coisa. lembrei me do meu padrinho e das esperas e do sono bom. e das saudades da mafalda que veio da paris de leste, do pedro que me levou o coração, da natacha-minha-génia-de-estimação-e-adoração, do rodrigo que andamos sempre desencontrados, da pereirinha que se mete nos copos e depois falta, da magui que é a borboleta mais linda do jardim, da gilbert que ora sobes tu e desço eu e também andamos sempre desencontradas, da lhano a falar em brasileiro, do fred que me desaparece, do valter que é um fugido, da xaninha que é uma workoólica, da indigo que fez anos e deve estar de ressaca, dos cozinhados do b, das fotos do neuxom, dos surrealismos do nuno, da música do bruno, dos filmes do paulgi…
Arquivado como: Sugestões, Teatro, Viana do Castelo | Tags: Maria da Fonte, Teatro
“Mas Afinal quem és tu, ó Dona Maria da Fonte?”
Texto e encenação de Fernando Gomes. Cenário e Guarda-Roupa de Alice El Assal, Direcção Musical de José Prata. Com Ana Perfeito, Elisabete Pinto, Ricardo Simões, Sílvia Santos, Tânya Ruivo, Tiago Fernandes, Vitor Nunes
De 11 a 27 de Abril, no Teatro Municipal Sá de Miranda
A Rainha Dona Maria II sofre de uma terrível enxaqueca e tem pesadelos tremendos com uma tal Dona Maria da Fonte, que não se sabe ao certo quem é… e por isso encarrega o Padre Inácio de pôr tudo em pratos limpos, pois que esssa mulher guerreira minhota já deu água pela barba que baste aos Ministros Cabrais!!!
No Teatro Municipal Sá de Miranda, de 11 a 26 de Abril, todos os dias (sem paragem) às 21H30. Aos domingos também às 16H00.
Preço do bilhete: 7 € com 50% de desconto para Cartão Jovem, Cartão de Estudante, Reformados e Maiores de 65 anos.
Reservas pelo telefone: 258 823 259 ou pelo e-mail: reservas@centrodramaticodeviana.com
Arquivado como: Fotografia, Música | Tags: Cibelle, Joaquim, Luis Duarte, Serralves
serralves 06
fotografia de luis duarte
um excelente fim-de-semana*
(saudades dos pic’nics em serralves)
em baixo um presentinho: a maravilhosa cibelle
Arquivado como: Coisas que eu disse | Tags: gaivotas, operários da construção civil, polícias, políticos, pombas
gosto tanto de operários da construção civil aka trolhas como de polícias, políticos, de pombas e de gaivotas. gosto mais um bocadinhos destas duas últimas aves pois apesar de eventualmente defecarem sobre mim pelo menos não assobiam nem mandam piropos.
Arquivado como: Viana do Castelo
dípticos de nelson d’aires
(projecto km 31)
(na minha antiga casa: o meu computador-quentinho adorado pela gata-puka e o meu ipod retro e a dita-puka)
já estou - embora sem agua e luz - na minha casinha nova. foi um fim de semana louco e cansativo. nada como seis meses sem lar para depois dar o valor quando se volta a ter. a minha casa é linda, pequeninha mas muito a modinhos. tenho um terraço para churrascadas vegetarianas e um pedacinho de terra para cultivar um canteiro de ervas aromáticas. numa casa portuguesa fica bem…
Arquivado como: Cinema, Documentário, Geração Google, Sugestões | Tags: Big Brother is watching you, Zeitgeist the Movie
Zeitgeist, the Movie é um documentátio que foi lançado livremente via Google Video, em Junho do ano passado. Zeitgeist é um termo alemão que quer dizer espírito do mundo. É a última recomendação da semana. Não tenho muitas palavras para falar do filme até porque não me trouxe muito de novidade. Apesar de tudo recomendo. Precisamos estar atentos e alerta. Big Brother is watching you.
O Filme legendado em português AQUI
um bom fim de semana*
Arquivado como: Celebração, Ilustração, Sugestões, livros | Tags: Livro da Avó, Luis Da Silva
o Luis Silva é, para além de uma das pessoas mais bonitas que conheço, um artista com um talento gigante. por isso ganhou o prémio Fundação Bissaya Barreto de literatura para a infância pelo seu Livro da Avó e eu fiquei muito contente.
já disse ao Luis que o Livro da Avó é das coisas mais bonitas alguma vez feita sobre o que sentimos pelos avós. mas volto a repetir num espaço mais alargado. comprem o livro que vale bem a pena.
Arquivado como: Música, Sugestões | Tags: circo beats, disco, electro, free-jazz, funk, minimal, Nôze, soul, techno
os Nôze são uma dupla francesa que esbanjam loucura e boa disposição. nunca os vi ao vivo, apesar de já terem andado por terras lusas ano passado. conheci-os no youtube através de um tema (Kitchen) e rendi-me. é impossivel não os ouvir e começar logo a tremelicar a perninha e abanar a anca. se em 2006 nos ensinaram a dançar (how to dance) agora vão nos dar “songs on the rock’s”. Ouvir esta dupla-maravilha é entrar numa viagem desconcertante onde os instrumentos entram numa zaragata pacífica. mesmo que a música não fosse boa (que não é o caso) valia a pena só pela performance. download
Arquivado como: Cinema, Ilustração, Sugestões | Tags: 10 000 B.C., Juno, Kimya Dawson, La Guerre du Feu
ontem fui sozinha ao cinema ver o Juno. adorei o filme. adorei ter ido sozinha. adoro quando um filme me emociona. adoro mesmo.
num resumo muito resumo diria que o argumento é uma comédia negra sobre uma adolescente que engravida e decide ter o bebé, mas o filme é muito muito mais. é sobre a diferença, o amor, as relações. para além de um argumento inteligente, de personagens e interpretações poderosas a banda sonora é um chantilly bom-bom com canções fantásticas da Kimya Dawson (o genérico uma animação-ilustração uma cerejinha no topo do chantilly bom-bom). mas também é ácido.
em bonus deixo a banda sonora do filme
ps: vi 15 minutos do 10 000 B.C. que coisa mais tenebrosa. alguém me explica como é que na pré historia as babys tinham pinça para arranjar as sobrancelhas e falavam inglês. pelo amor de deus. depois do La Guerre du Feu (Jean -Jacques Annaud) era mais fácil fazer algo com relativa verossimilhança.
Arquivado como: Música | Tags: Are Gee Gee Fazzi, Let's Get Physical, Olivia Newton-Jones, The Glimmers
o maravilhoso duo belga (Mo Becha & David Fouquaert ), com quem já tive o prazer de jantar (cof cof) lançou, neste já excelente ano musical de 2008, um magnífico albúm (Are Gee Gee Fazzi). depois de várias compilações e anos a atrás dos decks a dar cabo do dancefloor lançaram pela primeira vez o seu álbum de originais. e que poderoso está! parabéns à dupla*
partilho o cover da Olivia Newton-Jones, let’s get physical.
hoje é mesmo a minha vontade: let’s get physical …
absolutamemente sexy-power-como-eles-já-nos-habituaram.
Arquivado como: Sociedade de Informação, estudos | Tags: Literacia da Informação, unesco
A UNESCO acabou de publicar um documento sobre literacia da informação.
em baixo o documento em pdf:
Arquivado como: Coisas que me fazem duvidar da minha sanidade mental, Notícias | Tags: pide, piercings, proibir, ps
foi pena é termos tido uma revoluçãozinha de merda assim pacífica, sem derramamento de sangue, porque os pides ainda por cá andam, agora é com rosas na lapela e cheios de vergonha dos cravos. e sim, hoje é o palavrão, porque quero e porque me apetece e porque (ainda?) posso. estou como o outro: a mim ninguém me cala! bah
“não há alguém que lhes enfie um poste de luz luminoso pelo cú acima para irem dar luz pro caralho?!?!?!”
não tenho tempo para ouvir toda a música que quero ouvir, ver todos os filmes que quero ver, ler todos os livros que quero ler, ir a todas as cidades que quero ir.
estou a entrar em colapso de excesso de informação
foto paulgi
Arquivado como: Memória, Poesia, Sugestões | Tags: Guerra Junqueiro, O Melro
tenho um melro de bico amarelo que me visita todos os dias. quando era pequenina (adoro dizer pequenina, em viana também se diz pequeninha) lembro me do meu avô me sentar ao seu colo e, em tom muito dramático, declamar o magnífico poema do guerra junqueiro. como bom estalinista que era perdi-se nas subtilezas da coisa: para ele o melro era a prova-literária que os padres eram a pior espécie à face da terra, o padre-mau que aprisionou os melros inocentes. os anos passaram e sempre me acompanhou este poema. li-o e reli-o vezes sem conta até que um dia o efeito que o poema produzia no meu avô foi em mim o oposto: foi pela poesia que o divino entrou na minha vida. e foi assim que o místico e panteísta guerra junqueiro despertou o meu lado mais espiritual.
recomendo a leitura do poema. é lindo. aqui em baixo está o link. a edição do meu avô vinha com uma nota final onde referia que este poema era baseado em factos reais da natureza . pesquisei na internet mas não encontrei nada que me confirme. eu continuo a acreditar que os melros são os pássaros mais nobres e belos que conheço e que o melro que me visita todos os dias é o meu avô a olhar por mim.
O MELRO – Do livro a Velhice do Padre Eterno Autor – Guerra Junqueiro
é como sair à rua com o cabelo despenteado e manteres a atitude como se estivesse tudo no sítio.
bruno (mundo urbano)
Arquivado como: Adoro adorar, Ilustração, Sugestões, livros | Tags: The Melancholy Death Of Oyster Boy, Tim Burton, Voodoo Girl
Her skin is white cloth,
and she’s all sewn apart
and she has many colored pins
sticking out of her heart.
She has many different zombies
who are deeply in her trance.
She even has a zombie
who was originally from France.
But she knows she has a curse on her,
a curse she cannot win.
For if someone gets
too close to her,
the pins stick farther in.
__________________________
é impossivel não amar todos os trabalhos do tim burton. este poema é lindo. as ilustrações maravilhosas. estou a precisar de rever o big fish. e quero ver o novo filme dele que ainda não vi. aceito convites pra cineminha.
O livro online está neste link:
Arquivado como: Bibliometria, Seminários, Sugestões | Tags: Biblioteca Virtual da Universidade do Porto
A Biblioteca Virtual da U.Porto com o apoio da Elsevier promove, no próximo dia 11 de Março um seminário sobre bibliometria e avaliação da Ciência.
Esta iniciativa, a realizar no Salão Nobre da Reitoria da U.Porto terá inicio às 09h30, e contará com a presença de Félix de Moya Anegón, Professor da Universidade de Granada - Faculdade de Biblioteconomia e Documentação, responsável pelo desenvolvimento do Atlas da Ciência ferramenta para avaliar a produtividade cientifica e conhecido por vários trabalhos desenvolvidos na área da bibliometria.
As inscrições são gratuitas. Mais informações aqui.
fotografia andré subtil
era um bonito dia de fevereiro. estavas previsto para março, mas tudo podia acontecer. a minha mãe dizia que seria em fevereiro pois tudo de bom me acontece neste mês. estava certa. as mães estão sempre certas, mesmo quando estão erradas. o amor justifica tudo. podes nunca saber mas és o elo que me prende à vida. contigo descobri que tudo o que se teoriza, projecta e idealiza tem sempre o lado do imprevisto, que educar é mil vezes mais dificil do que imaginava e que é mesmo possivel morrer e matar por amor. e que é incondicional. não quero nada de ti. nem mesmo o teu amor de retribuição.
“e a cria volta de novo para a leoa e tudo está bem na selva.”
(final do kill bill)
Arquivado como: Notícias, Sociedade de Informação, Terceira Vaga | Tags: Alvin Toffler, Economia, Educação, Futuro, Heidi Toffler, Sustentabilidade, Terceira Vaga, Terrorismo
O investigador, escritor e futurista, Alvin Toffler esteve na Reitoria da Universidade de Lisboa, na abertura do III Congresso da Ordem dos Biólogos. Autor de conceitos como a Terceira Vaga, Toffler esteve lado-a-lado com a sua cara-metade, a também escritora e futurista Heidi Toffler. Falaram de temas como economia, educação, sustentabilidade, terrorismo e futuro. Para Alvin Toffler o analfabeto/ iliterato do futuro será cada vez mais aquele que não sabe aprender, ou aquele que não quer aprender continuadamente.
Deixo-vos algumas reflexões dos autores sobre educação e os estudantes do futuro.
“Terão de estudar diferentes cursos ao longo das várias etapas da vida” (Alvin Toffler)“Não há segredos curriculares e, por isso, cada um deverá seguir o seu talento a aplicar a fundo as suas capacidades” (Alvin Toffler)
“Nada permanecerá, os cursos serão redesenhados, para serem mais individualizados” (Alvin Toffler)
“Aceitando que já não se pode realizar o mesmo trabalho toda a vida, a questão é saber quantos cursos estamos dispostos a tirar” (Heidi Toffler)
ROISIN MURPHY
MOVIE STAR
adoro
este tema electro-pop-texas-prog-disco-house. Para ouvir cliquem no meu
(desconheço o autor da fotografia)
I’m a trusting soul not ashamed of living dangerously
And I’m a headstrong girl, I’m afraid I won’t be told
I feel my destiny is only ’round the corner
Sugar daddy promised me I’ll be sitting on top of the world
It’s all my naked ambitions said I would leave them wanting more
That could be crazy wishing we could ever have it all
Have it all, have it all
We’ll make a movie, we’ll break into cinema
You’ll be director and I’ll be your movie star
We’ll make a movie, the darlings of cinema
You’ll be director and I’ll be your movie star
So he’s a headstrong guy and perhaps I shouldn’t listen
There’s a million girls wanna be in my position
If he tells me lies I’ll suspend my disbelieving
I leave it all behind, I ain’t asking for permission
Feels like a new beginning and there’s so much to explore
It’s not so crazy thinking we could really have it all
Have it all, have it all
We’ll make a movie, we’ll break into cinema
You’ll be director and I’ll be your movie star
We’ll make a movie, the darlings of cinema
You’ll be director and I’ll be your movie star![]()
Fotografia tirada daqui
Ainda não conheço a Byblos, no Amoreiras, mas a internet permite coisas fantásticas, não é. Fui ao site e descobri que se dizem a “maior livraria do país - 3300 m2″ e a “A primeira livraria inteligente” este último um conceito que ultrapassa a minha condição de loira oxigenada. Usar o superlativo absoluto é arriscado. Ao mesmo tempo confesso que me assustam, em matéria de livro e não só, espaços que não sejam íntimos. Para o mal, ou para o bem, certo é que a Bylos deu que falar. E agora fala-se em abrir uma no Porto.
(…)Américo Areal falou da instalação de uma Byblos no Porto. Apesar de confirmar que ainda não teve “nenhum contacto com a Bragaparques”, é certo que a zona onde se situará a livraria “é um actual cancro da cidade”, dando pistas de que o local será a Praça de Lisboa. E detalhou “Onde há granito vai haver vidro”. “As editoras e as livrarias. Que futuro?” , Mercado Ferreira Borges, Porto.
a Byblos
Arquivado como: Adoro adorar, Fotografia, Música | Tags: Gareth Pugh, Overpowered, Roisin Murphy
“You Know Me Better” 2º single do albúm ‘Overpowered’
Let Me Know “Overpowered”
do videoclip ‘Overpowered’ 07(directed by Jamie Thraves)
Capa do Albúm, “Overpowered”
‘Overpowered’ 1º single
procurei o autor destas magníficas e deslumbrantes imagens, mas não aparece. muito estranho. vestida pelo não menos deslumbrante gareth pugh a roisin murphy depois dos moloko ainda está melhor. recomenda-se.
Arquivado como: Teatro | Tags: Centro Dramático de Viana, Estreia, Padre António Vieira
| “António Vieira: Sementes da Utopia” |
| Dramaturgia de Castro Guedes a partir do Sermão de Santo António aos Peixes nos 400 anos do nascimento de António Vieira. |
| Realização Plástica: José Carlos Barros Encenação: Castro Guedes Com: Tiago Fernandes, Ricardo Simões, Sílvia Santos, Rebeca Cunha, João Pedro Chantre, Margarida Brito, Margarida Pinto Ribeiro ou Mafalda Batista e Ricardo Rodrigues (Saxofonista)De 14 a 24 de Fevereiro no Teatro Municipal Sá de Miranda (Viana do Castelo), todos os dias, às 22H00Preço dos bilhetes: 7 € com 50% de desconto para cartão jovem, cartão de estudante, reformados, maiores de 65 anos e desempregados Este espectáculo integra as Comemorações Oficiais do Ano Vieirino, sendo o CDV entidade associada das mesmas. |
Arquivado como: Biblioteca | Tags: Álvaro Siza Vieira, Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, Site., Técnicos de Biblioteca
a biblioteca da cidade que escolhi para viver foi concebida pelo arq. siza vieira. é muito bela. há quem diga que rouba ao rio à cidade, mas eu não estou de acordo. é linda, linda de morrer. está num lugar fantástico e o rio continua lá, intacto, sem roubos. gosto de grande parte da obra do siza mas nunca o escolheria para fazer uma casa minha. entendo a arquitectura como uma conciliação entre a estética e a funcionalidade. o siza falha neste compromisso, muitas vezes. a igreja do marco de canavezes, por exemplo, é mágica, linda, despojada, mas é um desatre acústico e uma igreja deve ser um lugar de palavra.
ainda não fui à recém inaugurada biblioteca, porque trabalho e é raro estar aos sábados em viana. espero que além de bela seja também funcional. sei que entra muita luz natural e isso é maravilhoso numa biblioteca: torna o ambiente mais leve e agradável. actualmente, decorre o processo de transferência das várias colecções e arquivos do anterior edifício que, no total, deverão rondar os 90 mil documento, muito documento para poucos funcionários. por esse motivo a biblioteca funciona com um horário temporário de abertura ao público, de segunda a sábado, das 14.00 horas às 19.00 horas. agora o presidente diz que vai contratar pessoas. eu, que não sou presidenta, já há muito sabia que os técnicos eram insufucientes. mas a biblioteca abriu, os técnicos trabalharam até à exaustão e só agora depois de toda a pompa e circustância, do desgaste dos funcionários, e da incapacidade real de dar resposta é que se vai contratar pessoas. mais vale tarde que nunca.
já agora podiam aproveitar para mudar o site que é muito fraquinho e fazer uma coisinha mais em conformidade com a era tecnológica que vivemos.
Arquivado como: Geração Google, Sociedade de Informação, estudos | Tags: British Library, Geração Google, University College of London
Entendida como a geração dos nascidos a partir de 1993, o ano do boom do computador doméstico, esta é supostamente a nova geração confortável com as novas tecnologias. Mas segundo um estudo encomendado pela British Library e realizado pela University College of London esta suposição não corresponde à realidade: as novas gerações não são mais eficientes, nem mais autodidactas, nem passam mais tempo online.
information behaviour of the researcher of the future (em pdf)
Arquivado como: Música, Sugestões | Tags: Giacomo Puccini, Madame Butterfly
Madame Butterfly
de Giacomo Puccini
gosto de ópera e gosto especialmente desta. a madame butterfly é uma das mais belas de sempre e a que mais me comove. acho que quase todas nós mulheres temos um pouquinho de madame butterfly: belas e frágeis mas capazes de mover montanhas quando acreditamos no amor. obstinadas. a história da madame butterfly é um clássico porque resiste aos tempos. é belo, trágico e é real.
alguém me consegue explicar porque raios todas as histórias de amor, as mais belas, são sempre as mais trágicas.
em maio vou ver a madame butterfly, no coliseu do porto, já que a casa da música não tem fosso de orquestra. levo comigo a mafalda e uma caixa de kleneex.





































